
Se eu fosse uma vidente...
sabia o meu destino.
Veria, finalmente,
um mundo pequenino
nas minhas mãos e, ardente,
todo o poder divino!
Enxergaria a meta
e os percalços da vida.
A seta, a baioneta
para mim dirigida.
Direccionava amor
a tantas criaturas
que sofrem sua dor,
e vivem amarguras.
Os amigos que morrem,
as raças que se extinguem,
corpos que se não cobrem,
ou que de rastos vivem...
De tudo eu saberia
por nós eu pediria
a muitos salvaria
a todos valeria.
Talvez...
Quem sabe?
Um dia!...
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15/02/2004
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Laura B. Martins
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